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sábado, 21 de setembro de 2013

Box 32: delícias do início ao fim.

Fui à Florianópolis com o marido e na hora de buscar um lugar pra jantar, não titubeamos. Fomos ao mais conhecido, mais tradicional restaurante/bar especializado em frutos do mar.


O Box 32 fica dentro do Mercado Municipal de Floripa em meio a bancas de peixes e frutos do mar. E essas são as estrelas do menu.

Começamos nossa experiência gastronômica com deliciosas ostras frescas.


Que diferença!! As ostras grandes e suculentas tinham chegado no mesmo dia, pela manhã. E sem passar pelo gelo, ficam amanteigadas, macias, com um sabor inigualável.
Meu marido, que nunca foi muito fã de ostras, suspirou.

Das rainhas de Santa Catarina, passamos às casquinhas de siri.

 
Por conta da Vigilância Sanitária, a carne não pode mais ser servida em conchas. Mas a porcelana não altera em nada o sabor. O siri é bem temperado e leve. 

Eis que chega a porção de camarões ao alho e óleo.


Frescos, cozidos no ponto perfeito, macios, sem exageros no alho, estavam divinos. E foram devidamente devorados.


O banquete seguiu com coxinhas de rã suaves e carnudas, fritas na medida certa, crocantes e bem sequinhas.

Outro ponto alto: a educação, a eficiência e o profissionalismo de Maria Lúcia, nossa garçonete.

 
Maria nos trouxe vários tipos de pimentas - mais fortes e ardidas, mais aromáticas, mais tranquilas. O Box 32 vende pequenos vidrinhos de todas elas.


E pra beber? Maria sugeriu este chopp belga feito com 3 tipos de malte. 


Untuoso!!! Parece aquelas cervejas de trigo tipo Leffe. 
O chopp, segundo a Maria, é feito especialmente para o Box 32 pela cervejaria Saint Bier, de 
Forquilhinha, sul do Estado.

O chopp é tão gostoso que o Box vende, por dia, mais de 400 litros!

De volta à comida, resolvemos provar a lagosta.


Estava super bem temperada. Mas, ao contrário da ostra, do siri e do camarão que são fresquíssimos, a lagosta é congelada porque vem do nordeste, não é um produto local. Por isso não ganhou nota 10.

Mas os pastéis de camarão... Ah...


Pense num pastel beeem gordinho, cheio de recheio... E que este recheio é de camarão puro! A Maria nos contou que os pastéis são fritos em óleo de algodão, que os deixa bem crocantes e sequinhos.

Não é à toa que o Box 32 está sempre cheio e tem fotos de dezenas de celebridades que desde 1984 vêm aqui provar suas iguarias.

Eu recomendo, comi super bem. 
Agora, vá cedo pra aproveitar bastante. Às 8 horas o Mercado Municipal fecha as portas. E o Box 32 também.

www.box32.com.br

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ensopado: comida conforto!

Tem receita mais rápida, fácil e simples que um bom ensopadinho?? 
É um coringa no repertório do dia a dia, perfeito pra quando a criatividade está em baixa e a geladeira cheia de sobrinhas...

Assim sendo, aí vai o meu stew, como se diz em inglês.
Dourei a carne cortada em cubos com bastante cebola roxa no azeite. Depois de selada, temperei com sal e pimenta e joguei cenouras em pedaços de tamanho médio.

Deixei as cenouras pegarem um bronze e joguei uma lata de tomates pelados.


Aí, vasculhando a geladeira e  despensa...

Encontrei esta jóia:


Mais um potinho da minha loja favorita de temperos de Londres! 
Este, especial para ensopadinhos e sopas leva páprica, cebola, alho, tomate, salsa e cerefólio - dá pra adaptar na falta dele, né?

Mandei ver no mix! E ainda joguei na minha caçarola cogumelos e aspargos.


Faltava um....?
Vinho!
Aproveitando que o marido estava em casa, pedi a ele um cabernet nada nobre, afinal, não era pra beber, era pra cozinhar...


Vinho na caçarola, mexidinha, que perfume bom!

Tampa nela, fogo brando, hora de esperar os legumes cozinharem, os temperos apurarem...

De vez em quando eu jogava um tiquinho mais de vinho e mexia...

O resultado foi um ensopado rico em sabor, colorido, com um caldo bem grossinho.

Sabe daqueles em que o estômago bate palmas a cada garfada?

Comidinha que traz conforto.. Ah, como é bom!!!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Suculentas, doces, irresistíveis!

Betteraba. Como você costuma fazer aí na sua casa?
Cozida em água? Crua, ralada na salada?
Ou faz uma sopa?

Ah, eu comprei umas beterrabas tão maravilhosas na feira de orgânicos...


Que resolvi inovar na receita.

Lavei, cortei em rodelas e pincelei cada uma delas com azeite.

Espalhei numa assadeira não só as rodelas mas os talos também.

Temperei com sal, pimenta e joguei por cima rodelas finas de cebolinha verde, só a parte branca.

Dá uma olhada..


Reguei com mais azeite e direto pro forno, 200 graus.

Quando elas ficaram macias, assadinhas, crocantes nas bordas e as cebolinhas e talos caramelizados, tirei do forno.

Aí, não preciso dizer o que aconteceu. Devoramos beterrabas suculentas, doces, irresistíveis.

Experimenta!!! Depois me conta??

Cherne deitado em cama de capim limão... Poético e delicioso!

O dilema de toda dona de casa: o que cozinhar pro jantar?
Abri o freezer e encontrei filés congelados de cherne, um peixe que eu adoro, bem carnudo.
Aí vem o segundo dilema: como fazer, com o que combinar? Eu odeio cheiro de peixe principalmente grelhado que se espalha pela casa inteira. 

Ahá! Forno com ele!

Olha a ideia que eu tive:

Forrei uma assadeira com uma cama de capim limão e limões sicilianos. Reguei com azeite.

Pousei os filés de cherne em cima, temperei com sal e pimenta.

Mas faltava um algo mais...

Cogumelos! Pimentinha dedo de moça picada! Cebolinha verde! Leite de côco! E mais azeite!


Nem dá pra ver o cherne, ficou escondido!

Botei a assadeira no forno coberta com papel laminado. Tirei e deixei dourar um tiquinho quando vi que o peixe já estava bem cozido.

Vou contar pra vocês: ficou maravilhoso!!! O capim limão deu um sabor todo especial e impediu que o cherne grudasse no fundo da assadeira.

Ficou tão bom e tão diferente que infelizmente não tenho foto do prato pronto.... Foi devorado de maneira nada poética antes que eu conseguisse registrar!!!!!!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Batatas doces assadas com figos frescos

Essa receita tirei do livro Jerusalem, do Chef israelense Yotam
Ottolenghi, dono de 4 restaurantes em Londres onde os legumes são grandes estrelas. 


É uma receita MUITO simples, perfeita pra quando você não está com tempo ou paciência mas quer comer uma coisa quentinha e deliciosa. 

Lavei as batatas doces (com casca) e cortei em pedaços grandes, ao comprido. 
Num bowl misturei às batatas azeite, sal e pimenta.

Espalhei numa assadeira e forno com ela a 180 graus.

Enquanto isso, fiz o molho, também facílimo. É só misturar vinagre balsâmico e uma colher e meia de açúcar numa frigideira, deixar ferver, abaixar o fogo e esperar reduzir. Fica uma consistência de mel, um tiquinho mais ralo talvez.

Numa outra frigideira dourei em azeite pimentas dedo de moça picadinhas sem sementes e cebolinhas verdes picadas. 

Quando as batatas estiverem moreninhas, tire do forno e jogue sobre elas as pimentas e cebolinhas, o molho de balsâmico e figos frescos em pedaços.


A mistura do doce da batata com a pimenta, a cebolinha, o molho e a fruta fresca é simplesmente divina. 

Se você tentar, não vai se arrepender.
Me conte depois, tá?

Drink de sexta

Sabe quando você passa uma semana caótica, chega a sexta feira e dá aquela vontade de relaxar?

Foi assim comigo. Aí, inventei um drink bem lindo e bem docinho pra abrir o fim de semana:


Usei Absolut, um mix pra fazer Cosmopolitan de romã que minha irmã tinha deixado aqui em casa há um tempão, água de coco, limão siciliano, folhas de hortelã e gelo.

Não me perguntem as medidas, foi tudo no olho. Ficou refrescante, docinho, drink de moça, perfeito.

E por alguns minutinhos esqueci a semana difícil.

Cheers!

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Carneiro internacional

Sou louca por carne de carneiro. Pena que aqui no Brasil é tão difícil encontrar e nunca é fresca, sempre congelada. Enfim, mas achei este corte no Hortifruti e me inspirei:


Fui à feira e comprei um ingrediente que sempre quis usar nas minhas receitas...


Sim!! Capim limão!!!
E aproveitei pra dar uma passadinha na nova Casa Pedro que abriu em Ipanema, uma perdição. Comprei um monte de coisas gostosas que - claro - usei no carneiro.

Mas vamos por partes:

Primeiro, temperos!


Não são lindos esses vidrinhos? É um
conjunto de temperos. Em ordem: aniz estrelado e canela em pó, cardamomo, pimenta rosa e cravo.

Botei tudo na frigideira com um pouquinho de azeite pra soltar bem os aromas e dar uma tostada.


Depois triturei tudo no pilão!



Espalhei bem no carneiro.
Azeite na frigideira, dourei a carne.
E adicionei duas cebolas roxas cortadas em lascas (dourei mais..) 


Mais uma lata de molho de tomates e as delícias compradas na Casa Pedro:


Melado de romã, água de rosas...
E esse doce de tâmaras..


Vejam a textura!


É molinho e derreteu na panela!

Pra dar o toque picante, duas pimentas dedo de moça picadinhas sem sementes...


E só pra brincar um pouquinho mais com as texturas, ainda joguei pistaches que já comprei assim, sem casca!


Ficou lindo!


Finalizei com coentro picadinho...
E servi com dois tipos de couscous, o normal que todo mundo conhece e esse aqui, maior, israelense:


Misturei os dois e deu nisso:


Só pra não perder o hábito, uma coalhada geladinha por cima pra dar o contraste do quente com o frio, do apimentado com azedo...


E foi assim que nasceu meu carneiro internacional com ingredientes da Arábia Saudita, Líbano, Israel, Marrocos, India, África do Sul e Brasil.

Prova de que - pelo menos na cozinha, não há diferenças, não há barreiras e a harmonia sempre está presente.
Que bom.