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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Mesa do Chef, Cipriani, Copacabana Palace. Um jantar pra nunca esquecer.

Onde comemorar o aniversário de 45 anos do marido?
Que lugar seria suficientemente especial pra fazê-lo feliz? 


Não me arrependi de ter escolhido a mesa do Chef, no restaurante Cipriani do Copacabana Palace.

Esta mesa fica dentro da cozinha e nela podem jantar, no máximo, seis pessoas.

Aliás, jantar é uma palavra simplória demais pra descrever a experiência deliciosa que passamos.


Esta é a visão que tínhamos: a cozinha a pleno vapor, o sous chef cantando os pratos, os garçons vindo buscar os que estavam prontos.

E, todinho, só pra gente, exclusivo, o novo chef do Cipriani, Luca Orini. 



Além de preparar pessoalmente todos os pratos, ele vem à mesa a cada novidade para explicar o que está servindo. Uma simpatia. À esquerda, nosso garçom, também exclusivo, o Rafael.

E o que um chef internacional, que já trabalhou no México, em Vegas, serve no italiano mais top da cidade? Comida linda, sem pirotecnias e saborosa. 

Como este carpaccio envolvendo uma burrata que derretia na boca..

Estes camarões empanados bem sequinhos e crocantes servidos com um espécie de tartare de abacates.


Em seguida, o chef trouxe um prato bem leve: tartare de atum, scampi e sal negro.


Veio ainda uma caponata divina com um camarão vg envolto em uma fina pancetta.


Aqui terminavam os pratos frios.
E os quentes começaram logo com esta covardia: filés suculentos de foie gras com figos caramelados.


Adoro gnocchi. E este era leve, de cenoura, com uma pitadinha de caviar por cima.


Não, não acabou. Ainda tinha um risotto al dente com lascas de trufa branca. 


Uma crocante massa folhada recheada de queijo taleggio derretido...


Um filé de atum com foie gras, cebola caramelada e aspargos...

E, só porque pedimos pro chef parar, (!), um suculento filé com gorgonzola e purê de cenoura. Ufa!


Importante dizer que o número de pratos na mesa do chef é ilimitado. O serviço só termina quando os convidados pedem! E todos os pratos são harmonizados com diferentes vinhos pelo competente sommelier Arruda.

Ainda tinha a sobremesa! Um clafoutis de chocolate com sorvete de vinho.

E uma variedade de sorvetes e sorbets para um gran finale geladinho...

O que dizer deste banquete? Que amamos, que tivemos uma noite incrível e que saímos de lá felizes da vida? Isso não é difícil de imaginar....

Na mesa do chef Luca Orini, o Cipriani realmente se mostra como um restaurante à altura de um hotel cinco estrelas como o Copacabana Palace.

E, assim, com esse desfile de delícias, meu marido teve uma comemoração digna do homem maravilhoso que ele é.


quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Forno: comida saudável e deliciosa.

É uma questão de escolha. 
Aqui em casa eu não compro óleo. 
E, acredite: NUNCA fiz uma fritura.

Bolinho, batata, pastel.. Chance zero de fritar um quitute desses na minha cozinha - apesar de adorar todos eles.

A minha opção é pela saúde e pelo sabor. Por isso uso muito o forno pra assar carnes, peixes e legumes.

Deixo então aqui pra vocês uma sugestão de mix super prático, rápido e... delicioso, claro!


Pedaços generosos de berinjela com casca, pimentão amarelo e vermelho e tomates pera.

Foi tudo pra assadeira. Temperei com sal, pimenta do reino e joguei gergelim preto por cima. Ah, não pode esquecer o azeite!

Só isso já seria suficiente. Mas eu tinha um coelho na cartola... 

Comprei na Casa Pedro este tempero libanês: o sumac tem um gostinho cítrico, azedinho leve, muito bom.


Meus legumes, então, ganharam uma generosa camada de sumac pulverizado por cima.


Forno a 200 graus. E em pouco tempo eu tinha legumes crocantes, macios, cheios de sabor e com um toque oriental bem diferente.


O forno aqui de casa trabalha... 
E sempre corresponde à minha criatividade, às minhas alquimias.

Viajar na cozinha é bom demais.
Concordam??

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Jantar vapt vupt.

É quarta-feira. Chove sem parar. Tenho meia hora para preparar o jantar.

Peixinho com salada.... não tem erro.

Mas... Uma caprichadinha não faz mal a ninguém.

Olha a mistura que eu fiz...

Pra salada: 

- o amarguinho da rúcula
- a textura esfarelenta do queijo shanklish
- o salgadinho do limão siciliano em conserva




Temperei à altura: fiz um molho com mel orgânico porreta, azeite e a melhor mostarda do mundo, a inglesa Colman's.


E de prato principal fiz um salmão simplérrimo mas que acabou ficando macio e crocante ao mesmo tempo...

Resolvi usar este plástico próprio para assar pela primeira vez..


Temperei o salmão com sal, pimenta do reino e fiz uma caminha de amêndoas em lascas em cima dele.
No plástico do assar rápido coloquei uma base de rúculas e tomatinhos cereja com azeite, botei o salmão por cima, joguei mais um fio de azeite, fechei e... záz.. Forno a 200 graus.



O salmão cozinhou no plástico no mesmo efeito do papel laminado. Mas as amêndoas ficaram torradinhas... E a base de rúcula e tomatinhos inteiros manteve a maciez do peixe...

Como Jamie Oliver, eu tinha 30 minutos, né? Sobrou tempo, nem sujei quase louça, a comida ficou mara e amanhã tem mais.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Curry de peixe hot'n spicy

Uma semana sem ver o marido. Tava roxa de saudade. Aproveitei então que ele trouxe na bagagem vááários temperos maravilhosos pra mim e fiz um jantarzinho bem... hot!

Primeira providência: cortei o linguado em lascas e temperei com este tagine, um mix de temperos marroquinos.

Piquei parte de um pimentão amarelo e de um vermelho e o alho poró. Quantidade? A que você quiser. A gente aqui em casa adoora alho poró... aí eu capricho....


Taquei o peixinho numa frigideira bem quente com um dedo de azeite... Juntei o alho poró, dourei e depois foi hora de os pimentões irem pro fogo também.


E aí, tchanan!!! O pulo do gato: esta autêntica e apimentada pasta de curry, que o lindo trouxe pra mim da viagem.


Ah, você não tem a pasta em casa? Sem problemas! É só fazer a sua processando cebola, alho, óleo de girassol, temperos (eu chutaria curry, cúrcuma..), purê de tomates, gengibre, sal, suco de limão, água, folhas de curry e flocos de alho desidratado. 


Pasta spicy na panela... Hummm, que aroma na cozinha... Hora de adicionar água quente.

Deu nisso... Ainda mergulhei, por conta própria, damascos e figos secos cortadinhos.

O toque final ficou por conta da salsa crespa picadinha.


Servi com arroz 7 grãos e este portuga branco bem gelado.


Marido, também saudoso, suspirou.
E o curry hot'n spicy apimentou.... pra valer!

domingo, 1 de dezembro de 2013

Pra quem gosta de peixe mas tem uma preguiiiiiça de fazer em casa...

Mesmo contrariada com os preços cada vez mais altos, eu tenho comprado bastante peixe pra fazer em casa.

Mas sempre esbarro em um problema: como fazer um peixinho gostoso sem deixar a casa com aquele futum horroroso de maresia?

O forno é sempre uma boa opção. Mas desta vez resolvi testar um jeito de fazer peixe que o Luizito, chefe das carnes do Porcão de Ipanema, me ensinou.

Na marinada de ervas! Facílimo e delicioooso.

Na peixaria, vi um filé mais pra gordinho, carne clara, que não conhecia: tamboril. O atendente disse que tinha gosto de camarão.... Comprei.


Piquei salsinha, cebolinha, coentro, hortelã... 


Misturei às ervas alho picadinho, azeite, sal e limão. E esfreguei os filés nessa marinada.


Frigideira quente, um dedinho de azeite e, záz com os filés pro fogo.

Lembram do atendente da peixaria que havia dito que o tamboril tinha gosto de camarão? Verdade!

Quando o peixe entra em contato com o calor, se enrola todo, como um camarão ou lagosta... E a textura é parecida também, mais firme. 

Pra acompanhar, outra delícia facílima:

Botei nesta travessa nacos grandes de abóbora mais couve de bruxelas e bastante alho poró. Joguei sal e azeite e forno 200 graus até tudo ficar macio por baixo e crocante por cima.

Olha que prato lindo. Ainda fiz uns aspargos pra ficar mais caprichadinho.

Sabor nota 10, praticidade, rapidez e comida saudável. E a gente quer mais o que, minha gente??


sábado, 21 de setembro de 2013

Box 32: delícias do início ao fim.

Fui à Florianópolis com o marido e na hora de buscar um lugar pra jantar, não titubeamos. Fomos ao mais conhecido, mais tradicional restaurante/bar especializado em frutos do mar.


O Box 32 fica dentro do Mercado Municipal de Floripa em meio a bancas de peixes e frutos do mar. E essas são as estrelas do menu.

Começamos nossa experiência gastronômica com deliciosas ostras frescas.


Que diferença!! As ostras grandes e suculentas tinham chegado no mesmo dia, pela manhã. E sem passar pelo gelo, ficam amanteigadas, macias, com um sabor inigualável.
Meu marido, que nunca foi muito fã de ostras, suspirou.

Das rainhas de Santa Catarina, passamos às casquinhas de siri.

 
Por conta da Vigilância Sanitária, a carne não pode mais ser servida em conchas. Mas a porcelana não altera em nada o sabor. O siri é bem temperado e leve. 

Eis que chega a porção de camarões ao alho e óleo.


Frescos, cozidos no ponto perfeito, macios, sem exageros no alho, estavam divinos. E foram devidamente devorados.


O banquete seguiu com coxinhas de rã suaves e carnudas, fritas na medida certa, crocantes e bem sequinhas.

Outro ponto alto: a educação, a eficiência e o profissionalismo de Maria Lúcia, nossa garçonete.

 
Maria nos trouxe vários tipos de pimentas - mais fortes e ardidas, mais aromáticas, mais tranquilas. O Box 32 vende pequenos vidrinhos de todas elas.


E pra beber? Maria sugeriu este chopp belga feito com 3 tipos de malte. 


Untuoso!!! Parece aquelas cervejas de trigo tipo Leffe. 
O chopp, segundo a Maria, é feito especialmente para o Box 32 pela cervejaria Saint Bier, de 
Forquilhinha, sul do Estado.

O chopp é tão gostoso que o Box vende, por dia, mais de 400 litros!

De volta à comida, resolvemos provar a lagosta.


Estava super bem temperada. Mas, ao contrário da ostra, do siri e do camarão que são fresquíssimos, a lagosta é congelada porque vem do nordeste, não é um produto local. Por isso não ganhou nota 10.

Mas os pastéis de camarão... Ah...


Pense num pastel beeem gordinho, cheio de recheio... E que este recheio é de camarão puro! A Maria nos contou que os pastéis são fritos em óleo de algodão, que os deixa bem crocantes e sequinhos.

Não é à toa que o Box 32 está sempre cheio e tem fotos de dezenas de celebridades que desde 1984 vêm aqui provar suas iguarias.

Eu recomendo, comi super bem. 
Agora, vá cedo pra aproveitar bastante. Às 8 horas o Mercado Municipal fecha as portas. E o Box 32 também.

www.box32.com.br

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Ensopado: comida conforto!

Tem receita mais rápida, fácil e simples que um bom ensopadinho?? 
É um coringa no repertório do dia a dia, perfeito pra quando a criatividade está em baixa e a geladeira cheia de sobrinhas...

Assim sendo, aí vai o meu stew, como se diz em inglês.
Dourei a carne cortada em cubos com bastante cebola roxa no azeite. Depois de selada, temperei com sal e pimenta e joguei cenouras em pedaços de tamanho médio.

Deixei as cenouras pegarem um bronze e joguei uma lata de tomates pelados.


Aí, vasculhando a geladeira e  despensa...

Encontrei esta jóia:


Mais um potinho da minha loja favorita de temperos de Londres! 
Este, especial para ensopadinhos e sopas leva páprica, cebola, alho, tomate, salsa e cerefólio - dá pra adaptar na falta dele, né?

Mandei ver no mix! E ainda joguei na minha caçarola cogumelos e aspargos.


Faltava um....?
Vinho!
Aproveitando que o marido estava em casa, pedi a ele um cabernet nada nobre, afinal, não era pra beber, era pra cozinhar...


Vinho na caçarola, mexidinha, que perfume bom!

Tampa nela, fogo brando, hora de esperar os legumes cozinharem, os temperos apurarem...

De vez em quando eu jogava um tiquinho mais de vinho e mexia...

O resultado foi um ensopado rico em sabor, colorido, com um caldo bem grossinho.

Sabe daqueles em que o estômago bate palmas a cada garfada?

Comidinha que traz conforto.. Ah, como é bom!!!